segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Uma Janela Para a História


Um livro e como uma janela. Quem não o lê, é como alguém que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem

Kahlil Gibran

sábado, 22 de setembro de 2012

Fazenda Borges de Medeiros







Fazenda que pertenceu a Borges de Medeiros, ela está localizada entre os Municípios de Cachoeira do Sul e Caçapava do Sul no Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O sobrevoo




Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mario Quintana

flower

"A neve e as tempestades matam as flores, mas não podem contra as sementes."
(Kahalil Gibran)

segunda-feira, 2 de julho de 2012




La vita è adesso,
Nel vecchio albergo
Della terra e ognuno in una
Stanza e in storia di mattini piú legerri e cieli
Smarginati di speranza e di silenzi da ascoltare
E ti sorprenderai a cantare ma,
Non sai perché

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Notícias do Outono


Uma das Provas do Desiquilíbrio Ecológico


Este Pássaro é popularmente conhecido por Carancho, é uma ave de rapina que costuma atacar galinhas pintos ou filhotes de outros animais para se alimentar. Raramente é visto em locais urbanos, este eu avistei à uma quadra da Av. Brasil, atrás do ginásio do Chulipa.

sábado, 2 de junho de 2012


Uma névoa de Outono o ar raro vela, (5-11-1932)

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]
Fernando Pessoa

O VELHO E A FLOR




Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.


Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:


O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.
Vinícius de Moraes


As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.
                                            (Victor Hugo)

Colméia


Não é digno de saborear o mel, aquele que se afasta da colméia com medo das picadas das abelhas
(W. Shakespeare)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Louva-a-deus

Um inseto muito curioso - o louva-a-deus
Este é um inseto de distribuição muito comum; pode ser encontrado nos jardins da maioria das casas, principalmente na periferia das cidades, nos campos e matas.O seu nome vem da posição regular de repouso - a parte anterior do corpo levantada e os membros anteriores unidos, como que rezando (para Deus).
Seu corpo, de formas muito esquisitas, é a adaptado para permanecer camuflado confundindo-se com a vegetação (mimetismo) onde normalmente vive (o corpo fino, esverdeado, alongado e imóvel confunde-se com ramos de qualquer planta e as asas com as folhas).Normalmente, alimenta-se de pequenos insetos (moscas, abelhas, gafanhotos, cigarras, etc.) que captura com suas patas dianteiras longas e que funcionam como uma eficiente pinça cheia de espinhos, que executa apreensões extremamente rápidas, que trazem a caça diretamente para a sua forte mandíbula.Este inseto original tem cinco olhos ! Dois deles (olhos compostos) situados em pontos convencionais são capazes de acompanhar os movimentos de todo o que se mexe em seu redor. Os outros três, localizados na região da testa, existem para detectar variações de luminosidade e são importantes pois seus hábitos de vida são estreitamente ligados com a percepção da incidência de luz local a cada momento.Quando dois machos encontram-se, e caso um deles não se retire rapidamente em fuga, acontece uma luta fatal para um deles. Esta pugna começa com os contendores na posição de guarda dos boxeadores. O vencedor mata e se alimenta do vencido e, de barriga cheia, dorme um bom sono em posição de reza.Um fato incrível - no acasalamento, o macho serve de alimento para "sua amada". A fêmea agarra seu companheiro ("ex-companheiro") pelo pescoço, arranca e come sua cabeça - neste momento, podemos entender que ele literalmente "perdeu a cabeça por ela". Curiosamente, o "resto" do corpo do macho continua atuando para terminar a fecundação da fêmea - uma incrível realidade !! Terminadas as "núpcias", a fêmea esconde-se entre as folhas e vai "rezar".Vamos tentar entender as implicações deste fato na biologia deste bichinho - em verdade, esta atitude da fêmea promove uma "adaptação" da espécie ao ambiente. Uma vez alimentada pelo corpo de seu parceiro ela permanece escondida (está nutrida até quase o momento da postura dos ovos) na vegetação evitando ser facilmente encontrada e devorada por pássaros, seus inimigos naturais. Mais - tudo indica que ao devorar a cabeça  do macho, a atuação dos centros nervosos secundários abdominais restantes no parceiro fazem a fecundação ocorrer de forma muito mais efetiva (maior quantidade de sêmen é transferida para o corpo da fêmea) - pelos filhos, TUDO !.No momento da postura, a fêmea deposita os ovos em uma ovoteca (recipiente que contém e protege os ovos) feita com várias camadas de espuma protetora expelida pela cuidadosa mamãe para manter os ovos fixados no galho de uma planta.Cada um dos filhotes tem sua primeira fase de desenvolvimento no interior de um abrigo vermiforme. Saem de lá já com a forma de diminutos louva-a-deus.Neste momento, muitos deles são devorados por seus predadores naturais: as formigas.Em relação ao ecossistema do qual participa, este inseto compõe uma rede alimentar formada de centenas de alternativas de condução da energia que nele flui e assim a sua sobrevivência é importantíssima para todo um sistema de VIDA.Os índios (tupis) chamam este curioso bicho de "emboici" - "mãe de cobra". A razão é a seguinte - no interior do abdome dos louva-a-deus, freqüentemente, está presente um verme fino e comprido (um seu parasita natural). Os índios acreditam que este verme é um filhote que, depois de nascer e crescer, transforma-se em cobra comum.Coisas que podemos aprender entendendo melhor a vida deste inseto:· a forma original e eficaz de caçar os insetos (sobre os sensores, os dispositivos de apreensão e a forma de utilização dos apêndices).· a forma de se camuflar para poder sobreviver ao ataque de inimigos.· o inusitado canibalismo que ajuda a preservar as fêmeas fecundadas do ataque de predadores.· que a Natureza é complexa e que as soluções que ela encontra para sustentar a Vida são incríveis e apropriadamente eficientes adotando o enfoque do "viva e deixe viver - que é muito melhor para tudo e todos".· que os louva-a-deus machos estão fadados a "perder a cabeça" por uma linda namorada ........

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Verão!!



Depois de algum tempo sem postar selecionei estas três do álbum Verão para publicar. em breve virão mais!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O que você procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você nunca vai encontrar.
Arnaldo Jabor

A Hora da Ave Maria

Maria, mãe de Jesus
Maria, mãe de Jesus
Mãezinha, força, amor e esperança
Que me vê como criança
Sempre pronta a me ajudar.

Maria, Mãe do amor
Maria, mãe do Senhor
Rainha , força, amor e alegria
Fortalece a cada dia
A fé no meu Salvador.

É mãe da misericórdia
É mão firme na tristeza
Força, amor e realeza
Coração de puro ardor.

Ela mostra o caminho
E assim não vá sozinho
Põe Maria em teu caminho
E verás o Salvador.

Maria, Mãe do Amor
Maria, Mãe do Senhor
Rainha, força, amor e alegria
Fortalece a cada dia
A fé no meu Salvador.
É Mãe da Misericórdia...

Vera Lúcia

Um olhar sob Cachoeira do Sul, RS


terça-feira, 6 de dezembro de 2011


Certos pavões escondem de todos os olhos a sua cauda - chamando a isso o seu orgulho.
 Friedrich Nietzsche

Sabedoria


"Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza".

Allan Kardec

sábado, 3 de dezembro de 2011

Pandorga


Pra soltar pandorga, é preciso querer mais que uma brincadeira. Ao pô-la em operação, é preciso audácia e coragem de quem sabe que o vento vai envolver na misteriosa rota dos seus movimentos as nossas possibilidades, o nosso destino. E assim nas manhãs apressadas, que se encerram numa brisa refrescante, é preciso acreditar que com o braço em riste soltando o fio se encontra o futuro, mesmo que com a mesma imprecisão que a pipa alcança o alto.
João Luiz Vargas

Pandorga

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pelas Ruas da Capital Gaúcha




Deu Pra Ti

Kleiton e Kledir

Composição: Kledir Ramil / Kleiton Ramil
Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau!

Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e bah! Tri legal
Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30

Alô tchurma do Bonfim
As gurias tão tri afim
Garopaba ou Bar João
Bela dona e chimarrão

Que saudade da Redenção
Do Fogaça e do Falcão
Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio

!!!!!!!!!!

Eduardo e Mônica

Legião Urbana

Composição: Renato Russo
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"

Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Um Lugar Para Parar e Observar o Mundo


Como é lindo, Senhor, poder enxergar com estes olhos que me destes, poder sentir a natureza entrando pelos meus poros, me envolvendo e dizer:
"Deus existe, olhai e vede a lua cheia ou minguante, o sol forte ou fraco, as árvores, com suas folhas embaladas pelo vento, vento esse que nos refresca e embeleza ainda mais as coisas que movimenta. E as águas? Ah! as águas, tão frescas, tão poderosas e tão necessárias à vida."
Vida, resumo da natureza!
Olhai e bendizei a natureza pois ela, irmãos, é muito mais importante do que tudo que estais acostumados a admirar e comprar...